SABERES LINGUÍSTICOS E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE INGLÊS

  • Eduardo Pinto de Mesquita Universidade Estadual Vale do Acaraú https://orcid.org/0000-0002-9154-8893
  • Nathália Najla Oliveira Universidade Estadual Vale do Acaraú
  • José Raymundo Figueiredo Lins Junior Universidade Estadual Vale do Acaraú
Palavras-chave: Formação inicial, Conhecimento linguístico, Criticidade, Ação docente.

Resumo

No mundo globalizado atual, o papel que as línguas estrangeiras desempenham no currículo escolar é crucial para um ensino significativo e uma aprendizagem crítica por parte dos alunos, para a formação da cidadania desejada. Este trabalho tem como objetivo refletir sobre a consciência linguística acerca das questões teóricas de ensino-aprendizagem de língua por professores de inglês da educação básica da cidade de Sobral. Trata-se de uma pesquisa de natureza investigativa e qualitativa que considera, nos discursos apresentados, como as teorias linguísticas estudadas durante a formação inicial possibilitam esses professores a planejar e executar suas aulas de inglês. Os principais interlocutores foram os autores que investigaram a aprendizagem significativa e discutiram a defesa da necessidade de conhecimentos teóricos e de uma pedagogia mais eficaz para o ensino de línguas. Os resultados parciais apontam reflexões sobre os modelos de formação do curso de Letras desta universidade, no que tange à formação crítica do professor de línguas. Da análise das entrevistas, percebe-se que as discussões dos professores sobre questões conceituais e básicas sobre a língua limita-se, prioritariamente, à repetição de conceitos enciclopédicos em vez da reflexão propriamente dita sobre os temas em questão. Dessa forma, a formação de um profissional reflexivo e autocrítico tende a ser comprometida, pois tal formação não contribui para uma práxis pedagógica eficiente.

 

Biografia do Autor

José Raymundo Figueiredo Lins Junior, Universidade Estadual Vale do Acaraú
Mestre em Linguísitca Aplicada, Doutorando em Linguística, professor do Curso de Letras/UVA, coordenador de área do subprojeto PIBID Letras-Inglês, coordenador do projeto de pesquisa "DISCURSOS DE PROFESSORES DE LÍNGUAS EM (FORM)AÇÃO E VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL".

Referências

Alves, E.M.S. A Ludicidade e o ensino da Aléong, S. Normas linguísticas e normas sociais: uma perspectiva antropológica. In: BAGNO, M. (Org.). Norma linguística. São Paulo (SP): Loyola, 2015.

Anderson, L.W.; Krathwohl, D.R. (Eds.). A taxonomy for learning, teaching, and assessing: A revision of Bloom's taxonomy of educational objectives. Boston: Allyn and Bacon, 2001.

Antunes, I. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo (SP): Parábola Editorial, 2007.

Bagno, M. Língua, linguagem e linguística: pondo os pingos nos ii. São Paulo (SP): Parábola, 2014.

Bagno, M; Rangel, E.O. Tarefas da educação linguística no Brasil. Revista Brasileira de Linguística Aplicada, Belo Horizonte, v. 5, n. 1, 2005, p. 63-81.

Brasil. Ministério da Educação. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira. Brasília (DF): MEC, 1998.

Fuzer, C; Cabral, S.R.S. Introdução à Gramática Sistêmico-Funcional em língua portuguesa. Caderno Didático. Santa Maria (RS): UFSM, 2010.

Halliday, M.A.K.; Matthiessen, C. An introduction to functional grammar. 3ª ed. London: Edward Arnold, 2004.

Lins Jr, J.R.F.L. “I’m not no queer”: a representação da homoafetividade no conto Brokeback Mountain, de Annie Proulx. 2012. 154f. Dissertação (Mestrado em Linguística Aplicada) – Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada (PosLA), Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2012.

Martelotta, M.E. Manual de linguística. 2ª ed. São Paulo: Contexto, 2016.

Moita Lopes, L.P. Oficina de linguística aplicada: a natureza social e educacional dos processos de ensino/aprendizagem de línguas. Campinas (SP): Mercado das Letras, 1996.

Moreira, M.A. Teorias de aprendizagem. 2ª Ed. Ampl. São Paulo. 2014.

Neves, M. H. Que gramática ensinar na escola? São Paulo (SP): Contexto, 2003.

Nobre, L.V.; Lima, C.R.S. Questões básicas na formação docente do pedagogo e a afetividade na sala de aula. Essentia, Sobral, v. 19, n. 2, 2018, p. 24-43.

Oliveira, L.A. Oito questões teóricas básicas. In: ____. Métodos de ensino de inglês: teorias, práticas, ideologias. São Paulo (SP): Parábola, 2014. p. 21-71.

Rey, A. Usos, julgamentos e prescrições linguísticas. In: Bagno, M. (Org.). Norma linguística. São Paulo (SP): Loyola, 2001.

Santos, B.S. Do pós-moderno ao pós-colonial. E para além de um e do outro. Coimbra: Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, 2004.

Publicado
2019-06-28
Seção
Ciências da Educação