VIVÊNCIA EM UMA COMUNIDADE DE PESCADORES NA PARAÍBA: EDUCAÇÃO POPULAR NA FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DE SAÚDE

  • Tiago da Rocha Oliveira Fisioterapeuta formado pela Universidade Federal do Piaui-UFPI. Atualmente Residente Multiprofissional em Saúde da Família pela Escola de Formação em Saúde da Família Visconde de Saboia. Sobral-CE. (88) 9478-0905.
  • Érica Gracy Diniz Sousa Fisioterapeuta formada pela Universidade Federal do Piaui-UFPI. Atualmente Residente Multiprofissional em Saúde da Família pela UFPI. Parnaiba-PI.
  • Suênia Évelyn Simplício Teixeira Enfermeira formada pela Universidade Estadual Vale do Acaraú-UVA. Atualmente Residente Multiprofissional em Saúde da Família pela Escola de Formação em Saúde da Família Visconde de Saboia. Sobral-CE.
  • Cláudio Soares Brito Neto Psicólogo formado pela Faculdade Santo Agostinho. Teresina-PI. Atualmente Residente Multiprofissional em Saúde da Família pela Escola de Formação em Saúde da Família Visconde de Saboia. Sobral-CE.
  • Diogenes Farias Gomes Enfermeiro formado pela Universidade Estadual Vale do Acaraú-UVA. Mestre em Saúde da Família UFC/Sobral. Docente da Escola de Formação em Saúde da Família Visconde de Saboia. Sobral-CE.
  • Pamella Karoline Barbosa Sousa Fonoaudióloga formada pela Faculdade de Ensino Superior do Piaui-FAESPI. Atualmente Residente Multiprofissional em Saúde da Família pela Escola de Formação em Saúde da Família Visconde de Saboia. Sobral-CE.

Resumo

A Educação Popular tem um papel significativo no setor saúde brasileiro no sentido da criação de caminhos para uma ação mais integrada com os valores, saberes, iniciativas e movimentos sociais. Ela consiste em educar para a saúde, e assim, ajudar a população a compreender as causas dessas doenças e a se organizar para superá-las. Vem sendo não apenas um instrumento de empoderamento da população, mas também de formação profissional. Nas universidades brasileiras, ela vem sendo progressivamente incorporada nos cursos da saúde como instrumento de aprendizagem. O objetivo deste trabalho consiste em relatar a vivência decorrente do período de imersão no Estágio Nacional de Extensão em Comunidades com a participação de  residentes em saúde e acadêmicos de diversos cursos. O campo de estudo relatado foi a comunidade da Penha, bairro periférico e que gira em torno da atividade pesqueira, de João Pessoa. Foi possível vivenciar a rotina por meio do diálogo com moradores e trabalhadores, tendo como base o Met-MOCI, que consiste em obsevar as características: geográfica, social, cultural, econômica, religiosa, política, ambiental e histórica. A vivência possibilitou ressignificar conceitos sobre a participação popular para além da política, mas sim, como um proceso de resistência e luta pelo habitar. O olhar para o indivíduo como um todo, de forma integral, foi bastante relevante para o processo de aprendizagem em outra comunidade.

Palavras-chave: Relações Comunidade-Instituição. Pessoal de Saúde.  Saúde Pública. aprendizagem 

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Publicado
2018-07-12
Seção
CIências da Saúde